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diário de uma adolescente com devaneios

Bem, todos nós passamos por fases, umas boas, outras menos boas, mas tudo isso é uma aprendizagem, com os erros vamos aprendendo. Bem, achava que era diferente, queria ser diferente, gostava de dar nas vistas, mas como a minha mãe dizia, no mau sentido, mas para mim não, para mim era no bom sentido, mas era uma ilusão que eu sabia que era mentira mas fazia dessa mentira a minha verdade, mas onde está essa verdade e onde começa a mentira? Toda a gente me chamava à razão eu não ligava, achava que era a única que tinha razão, como sempre, sempre fui assim teimosa. Mas agora que mudei quero destacar-me pela positiva. Gosto de acreditar que sou diferente da maioria das pessoas, tenho gostos diferentes, ambições diferentes, manias diferentes. E não estou a dizer isto para respeitar algum tipo de estereótipo imposto por algum tipo de pessoas que se acham dignas de criar conceitos errados e conceitos certos sobre a maioria das coisas que elas nem sequer conhecem. Hoje escrevo retalhos, pequenos pedaços de recordações que me surgem de vez em quando, simplesmente porque me sinto uma camisa retalhada, sinto-me totalmente alterada, são rasgões emendados, botões perdidos que foram substituídos por um outro qualquer sem nenhuma preocupação. Como se realmente ao fim de tanta misturada alguém conseguisse manter-se inalterado e semelhante. Como se uma camisa acabada de comprar estivesse no mesmo estado de uma usada quase todos os dias durante anos a fio. A camisa está menos vistosa, menos bonita menos nova mas quem a usou tanto tempo deve sentir cada vez mais pena de se livrar dela e talvez goste dela, um pouco mais do que das outras camisas, novas. Em todo o caso sentir-se uma camisa nova ou retalhada é realmente preocupante. E é assim que eu me sinto hoje, uma camisa de homem, florida e fora de moda, com o colarinho mal dobrado, botões diferentes, diferentes na cor, no feitio e no tamanho, e um rasgão enorme no lugar do coração.
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